Domingo, 13 Março 2016

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Queridas Senhoras,

muito se tem escrito estes dias sobre o Alentejo. À conta do livro do Henrique Raposo, têm saído crónicas e artigos de todo o género, incluindo turísticos. Não sei se tudo isto foi uma bem orquestrada acção dirigida pelo Turismo do Alentejo que também acaba de lançar uma nova campanha. O resultado foi que me deu uma tremenda vontade de um fim-de-semana alentejano, com os clichés todos dos folhetos. O silêncio, a calma, os horizontes infinitos e quietos, a gastronomia, os vinhos e, sobretudo, não sei já disse, o silêncio, a calma.

(A última incursão à região tinha sido em Dezembro, quando andámos pelo Alto Alentejo à procura das raízes. E antes disso houve um passeio pela fronteira entre o Ribatejo e o Alentejo).

Por causa de um artigo da Evasões, tive o impulso de marcar mesa na Taberna do Arrufa em Cuba. E tudo por causa de um quintal. Uma antiga taberna esquecida foi recuperada, blá, blá, blá, o costume, mas havia um quintal. Tive a visão de um almoço num quintal rústico inundado de sol. Desejei o entorpecimento do calor, da comida, do vinho, da terra e dos campos. E assim foi.

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Para condizer com o quintal descobri um hotel com quinta pedagógica (Hotel O Gato, em Odivelas, Ferreira do Alentejo). A Paula, quando ler isto, vai rir-se de mim. Ela iria achar o hotel um pouco rústico e antiquado mas quem precisa de spa, jacuzzi e outras mordomias quando há um bode por perto? Sim, Paula, encontrei um hotel com ovelhas, patos, galinhas, cabras e um bode. Penso que esta originalidade será difícil de bater.

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De manhãzinha, como é habitual esteja eu onde estiver, fiz a minha corrida. Oito quilómetros, ida e volta, até à barragem de Odivelas na tranquilidade absoluta dos campos às oito da manhã. Julgo que o bode ainda estava a dormir.

Depois do pequeno-almoço regressamos todos para usufruir da zona de lazer da barragem onde somos os únicos veraneantes. Silêncio, calma, horizontes a perder de vista.

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De Odivelas para o Torrão, serpenteamos pela Nacional 2 sem nos cruzarmos praticamente com  nenhum veículo. Silêncio, tranquilidade, campos floridos. Os clichés todinhos. Atravessamos a aprazível vila do Torrão (duas albufeiras a visitar por aqui: Vale do Gaio e Pego do Altar) a caminho do destino de almoço, Alcácer do Sal. Vieram umas amêijoas, com o Sado ali ao pé.

Subimos ao Castelo/Pousada onde visitámos o museu da cripta arqueológica e assistimos a um breve filme sobre a longa história desta belíssima terra, antiga Salácia (entre outros nomes), por onde passaram romanos, visigodos, mouros e outros povos (aula de História ao vivo para os miúdos).

Terminámos o passeio a olhar o Sado e o perfil de Alcácer visto das muralhas. Adeus, Alentejo, até ao próximo passeio!

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Beijinhos a todas,

 

Céu

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