Segunda-feira, 23 Junho 2014

por

angela

  • O melhor e o pior

O melhor de ter 46 anos: perceber que TODOS os momentos e experiências que vivi ao longo da vida me transformaram na pessoa que sou hoje – mesmo os que pareceram menos bons na altura: sem eles não seria a pessoa que sou hoje!

Tenho muita dificuldade em escolher o pior. Se calhar porque tenho uma atitude optimista por natureza, cada coisa menos boa de que me lembro aparece logo de mãos dadas com as suas vantagens e mais-valias… vou dizer que o menos bom é saber que não vou poder conhecer milhares de locais no Mundo!

  • As surpresas e as desilusões

Uma surpresa foi, sem dúvida, a pessoa em que a maternidade me transformou. Quando quero surpreender alguém que me conheceu nos últimos 10 anos, digo que até aos 32 anos não queria ser mãe. Nessa altura as pessoas deixam cair o queixo e custa-lhes a acreditar. Porque o ser mãe e todas as descobertas que vieram com essa experiências se tornaram um dos centros da minha vida! Às vezes até eu me surpreendo!

Desilusões também não é fácil, mas se calhar vou escolher o momento em que encontro outra mulher da minha idade que escolheu ficar lá atrás, que olha para o seu peso, a sua imagem, o seu percurso profissional ou outro qualquer facto da sua vida com tristeza. Quero tanto que todas as mulheres possam conhecer a sensação de se amarem a si próprias!

  • As conquistas e as perdas

Conquistei segurança, confiança, maturidade: a pulso criei uma mãe em mim (e, como efeitos secundários, criei dois filhos!); criei (com uma sócia maravilhosa) uma empresa que me traz muita satisfação e realização pessoal; criei uma relação com um marido maravilhoso; criei uma mulher que quer continuar a aprender, a descobrir e a ser um suporte para as pessoas que a rodeiam!

O que perdi? Algumas relações pessoais com pessoas que têm pouco em comum comigo. Mas até essa perda se transforma numa conquista: de paz interior e de saber que a minha posição é só isso: a minha – e vai sempre estar certa ou errada para alguém!

  • O que mudaria, se pudesse, mas não posso; e o que mudaria, se pudesse, e posso

Mudaria a capacidade para viajar: viajaria todos os meses, conheceria vários recantos deste mundo maravilhoso (neste momento, as escolhas que implicaria fazer para tornar possível este sonho não são aceitáveis para mim); posso mudar, todos os dias, a forma como lido com as pessoas à minha volta, reduzir a minha impaciência com as escolhas dos outros que eu estou mesmo a ver que estão “erradas” (do meu ponto de vista, claro!)

  • O meu grau de satisfação com a minha rotina diária, de 0 a 10

A maior parte dos dias é um 9; lá vem um ou outro que é um 6 ou 7, mas de uma forma geral, adoro os meus dias!

  • Recados para mim aos 20

Vais no bom caminho!

  • Votos para mim aos 50

Espero que continues a ser capaz de aprender e transformar-te com as experiências que vives!.

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Obrigada, Ângela.

Para participar no nosso questionário ‘Ter 40′, basta enviar as respostas por email. Saibam mais aqui. Até já.

Marta

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Questionário ‘Ter 40′